quinta-feira, 19 de março de 2009

Adiós, muchachos!

A partir do início do dia 19, faço dois anos de namoro. Mas, embora seja muito interessante pra mim, não deve ser para vocês, portanto vim contar o outro fato aliado a este insignificante dia. Começa minha jornada anual, e não devo postar mais com a frequência anterior, porém, no mínimo semanalmente isto há de acontecer. (Eu acho). Para não ficar em aberto isso aqui - detesto posts pequenos - e para não dizerem que me dou muita importância, hei de contar uns pedaços radicais do meu dia de hoje.

Hoje tive de passar no banco pra retirar cheques. Acontece que, como havia retirado um talão recentemente, supus que não daria certo retirar mais um pela máquina e fui logo passando pela MALDITA, SANGUINÁRIA, DETESTÁVEL porta giratória com detector de metais. Fiquei preso nela.

Voltei antes que fizessem perguntas, pois lembrei que estava acidentalmente com minha arma de choque elétrico junto na pequena sacola que carregava com o presente de minha namorada. Com os seguranças viamonenses me encarando, fingi desistir de entrar lá e fiz de conta que estava ligando para alguém, como se uma porta giratória tivesse alterado todos os meus planos daquele dia. Funcionou, pois pararam de olhar para mim como se eu portasse uma arma de choque.

Fui até a máquina de cheques e, curiosamente (mas graças a Deus, pensei) funcionou. Emiti os devidos cheques, sempre cuidando para que ninguém olhasse diretamente para dentro da sacola. Demorei o suficiente com os cheques para que não desconfiassem de mim, já que os seguranças, volta e meia, verificavam se eu não sacara nenhum revolver daquela sacola branca e dura. Quando terminei, porém, descobri que faltava grampeador. Fui até a "moça que atendia" ali de pé e ela me disse que só lá dentro. Agradeci e voltei até o canto em que estava na sala das máquinas ainda. "Eu definitivamente não vou passar por essa confusão por causa de um grampo". Resolvi ir embora e resolver depois, tinha ainda de ir à Cidade Grande resolver uns imprevistos.

Nisso, liga meu pai. Queria que eu sacasse uma quantia interessante nos caixas lá de baixo. Seus pedidos são entendidos como ordens desde que me vejo por gente, e não questionei ao ouvi-lo. Droga. Tive a brilhante ideia de consultar a moça de novo. "Tem algum jeito de chegar aos caixas sem ser... bom, como faço para chegar aos caixas?" e ela, nem um pouco desconfiada, respondeu "Ah, tu passa aqui por dentro e desce as escadinhas". Será possível que esse banco desconfia tanto assim dos viamonenses? São eles que botam aquele maldito capital ali! Sem outra alternativa, e devido às pressões, respirei fundo e fui até à porta.

Tentei, frustrado, passar pela porta, que trancou no meio de novo. O segurança, dessa vez, não deixou-me escapar; veio falando para eu deixar o que é de metal no vão entre a parede de vidro. Espertamente, coloquei a sacola inteira ali. Mas alguém lá em cima queria rir um pouco, e a fez um pouco maior do que o buraco; não consegui enfiar lá. O segurança, curioso, deu uma ordenzinha irritante: "Pode abrir pra nós, por favor?" e eu fingi não entender, mas após a segunda vez o tom da voz dele me fez perceber que nem o velho mais aparelhado do mundo deixaria de compreender aquele pedido. Já me defendendo, expus: "Só tem minha arminha de choque aqui, que uso pra me defender... mas não tem problema né?" e ele me olhou apavorado enquanto eu tirava o objeto de dentro da sacola e botava-o, solitário, na caixa transparente. Ele analisou, analisou e falou: "pode passar". Após, mandou-me esperar. Chamou um superior (ou alguém que considerava entender mais de eletricidade) e ambos discutiam o que fazer. Perguntaram para que eu usava isso. Senti-me superior explicando pausadamente: "Bom, eu uso isso pra me defender, é só defesa pessoal mesmo". E ele: "e tu anda com isso em tudo que é lugar?"
- Bom, eu ando onde acho que vai ter perigo.
- Tu acha que em um banco vai ter perigo?
- Cara, eu ando onde eu quiser com isso, é completamente legal e registrado - falei isso sem a menor precisão. Somente ouvi boatos sobre esta maldita tomada móvel desde que a comprei. Os seguranças se olharam, pensaram um pouco e um deles falou: "Tá, faz o que tu tem que fazer e pega aqui comigo depois".

Com nervos em erupção, concluí a tarefa paternal e busquei a arminha na saída, agradecendo e mostrando a ele o selo de garantia, tentando ainda passar a conversa. "Tá até aqui o registro, ó". E o cara foi obrigado a demosntrar o interesse que conteve antes: "e isso funciona mesmo?", ao que respondi: "olha, só testei em mim até hoje. Dizem que pra defesa é bom; mas não passa de um choquezinho de tomada". "Ahn... então tá". "Ok, tchau".

Tchau.

*Pai liga* "vem até o unibanco aqui entregar" *Pai desliga* *Lucas obedece*

"Por favor, não esteja atrás da porta giratória, por favor!". Entrei no tal Unibanco em que ele se encontrava. Uma multidão se debatia na sala das máquinas. Não o vi. Ia tentando olhar para dentro da porta de detectores para chamá-lo para ali. Quando estava pronto para dar outra explicação, ouvi um assovio: "To aqui, rapaz". Graças a Deus, alguém me deu uma trégua! Ele estava na mesma sala que eu! Rapidamente, entreguei a quantia requisitada e os talões de cheque.

- Isso aqui tá desgrampeado, guri. Pede um grampeador ali dentro - e apontou para a porta giratória.

Então é isso rapaziada, vejo vocês em breve! Beijos com sabor de galinha frita!

11 comentários:

Paola disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lucas Di Marco disse...

Parabéns pra nós, meu amor! :D
Um beijo sabor galinha assada com cebola!

Sergio Trentini disse...

Cara, portar uma arminha é o cúmulo da bichice. Cagalhão, mas escreve bem. Parabéns pra vocês.

Sergio Trentini disse...

aliás, MUITO bem.

Paola disse...

fui obrigada a deletar meu post ;x
tá, mas era assim:
nao vai embora, escreve mais 8) haha, adorei! principlamente a parte do beijo com sabor de galinha frita :P PARABÉNS PRA NÓS \o/ te amo, luga!

Lucas disse...

Eu amo vocês. Em especial a senhorita!

Sergio Trentini disse...

ai lucas, tu fica me exaltando assim! a paola vai ficar com ciumes (acha que é a "senhorita")

Paola disse...

poaeipoeaieapooeiapoeapioeapioioea

Fran disse...

Por favor não para de escrever!
É bom demais :D

Empresário dele. disse...

ele nao vai parar.

Paulo Barradas disse...

Incrível como tu faz parecer fácil convencer um guarda que um vibrador tamanho COLOSSUS é uma arminha de choque.