quinta-feira, 1 de abril de 2010

Dois Poeminhas do Barulho

Aos leitores normais, peço que pulem este post, já que eu mesmo o teria feito. Só que num ímpeto inspirante, pus-me a compor um poema concreto e, sem querer, saiu-me um soneto de brinde. Tudo isso na viagem de vinda, hoje, às 7h da manhã. No lugar de postar duas vezes - aumentando-vos a tortura - agrupei-os em um post somente, para que logo estejam esquecidos no meio da minha rotineira mania de contar-lhes cada passo e tropeço que dou. Eis-los, pois.

Adepto ao Concretismo II 
Lucas Di Marco


O Próximo rei do Casaquistão
Promete alegria à Casa que estão
A próxima casa que
Promete uma cazaque
Próxima cazac e
Proxi cazac
Prozac


Soneto do Conselho 
Lucas Di Marco

Em breve partirei, não há escolha
Coberto de razão e sem orgulho,
Em um mês vindouro, talvez julho,
A rezar impressões em uma folha.

Posto tal soneto - à mão composto -
Sem mais interesse em utopias,
Já que me bastava se me lias
E não me bastava o próprio gosto.

Pois, busca nas letras alcançar
Delírios que o remédio já curou
Naqueles que entregaram a própria sorte;

Reflete, e se o desejo é matar,
Mata, dorme, goza e ri - acabou:
Essa vida só nos leva à morte.

8 comentários:

Liliane disse...

Poemas às 7h?!?!? Não sei se teria tanta criatividade e inspiração assim! Na verdade, sei sim, não teria de forma alguma!

Diane disse...

eu sou uma leitora normal =P

Pedro disse...

Höhyih, Lucas!
Çsihntho säullhdhaddësx.

Diogo disse...

Gostei. Se tu tivesse nascido em 1800, seria hoje leitura obrigatória.

TAWANE disse...

Poeta!

TAWANE disse...

Poeta!

Diogo disse...

Poeta!

Fátima disse...

Sabia que por trás desse cronista
Havia um poeta entre-linhas
Quem tem esse talento para a prosa
Acaba convertento em poesia.