domingo, 2 de janeiro de 2011

Para Los Camaradas

 De fato este foi o maior hiato da história deste blog, e cá estou eu após quase um mês de silêncio contorcido, para dizer-lhes que meu mês foi legal e ilegal, por motivos aleatórios, os quais não discutirei aqui por pura preguiça.

Ontem, porém, foi meu último dia em Garopaba, junto do Alemão e de sua irmã Fran, além de várias pessoas queridas, como a Liliane, o Rafael, até o Lucas (o gigantesco), pela primeira vez não acompanhado do Davi. Minha família também recheou a residência receptiva da praia mais contraditória do Estado Catarinense. Digo isso pelo contraste entre a beleza do litoral e a ausência de infraestrutura na construção civil de Garopaba, que definitivamente não está pronta para receber tanto turista.
Notamos isso pela negligência (ou extrema confiança) por parte dos nativos, que emprestaram caiaques e um colete por R$ 10,00, tempo ilimitado, para dois estranhos, que, por sorte, eram eu e o Alemão. Fizemos uma volta canibal pela baía, encontramos praias escondidas após as pedras, lugares quase desabitados... e me perguntei o que impedia alguém de consumir aqueles barquinhos de fibra. Enquanto conversávamos sobre isso (e sobre milhares de outras besteiras), atravessamos novamente o litoral, cortando-o de uma ponta a outra, e depois retornando ao destino. Isso nos tirou quase três horas, muito embora tenhamos pagado por uma. Nada foi cobrado a mais. Após entregarmos os remos, podres de cansados, fomos para a estação de Sandboard, e lá, mais uma vez: a gigantesca paisagem natural paradisíaca contrastava com a falta de infraestrutura: apesar de as pranchas serem bem feitas, a escada para nos levar ao alto da montanha de areia estava em situação precária, além de, ao anoitecer, as luzes serem insuficientes para a prática do esporte. Tampouco notaram quando devolvi a prancha. Mas nada disso justifica a queda espetacular do nosso teatral Alemão, que (dizem) foi dono de uma manobra raríssima, envolvendo sucessivos mortais de 360º sem a prancha, provando com maestria sua intimidade com esportes radicais. Chegou lá embaixo com a cara ainda mais pálida do que o comum, devido ao susto e à areia branca e fina que cobria o seu corpo do dedão até os últimos fios de cabelo. Provavelmente por isso, não arriscou muitas vezes mais, ao contrário de mim, que, bem ou mal, acabei pegando o jeito, muito menos por experiência do que pelo incentivo de ver o alemãozinho se ferrando.

Esse cara foi o ícone da minha viagem. Logo na ida, já me causou uma cólera risonha ao olhar para uma imensa, verde e parelha plantação de arroz (típica de todo o estado) e dizer "olha lá! Plantação de salsa!"...
Ele jura até agora que foi uma brincadeira, e isso é uma das partes mais engraçadas da história; porém, não estamos aqui tomando nenhum partido ou fazendo qualquer julgamento prévio.
Mentira.

Meu doce cumpadre alemão também foi dono de inúmeras danças sensuais durante os poucos dias em que esteve presente, alegrando a todos ao seu redor, propositalmente ou não. De fato, é um sujeito que faz falta.



E, por querer ou sem querer, sempre morará no meu e nos nossos corações.

8 comentários:

Sergio Trentini disse...

Vai fazer falta. Descanse em paz, alemão!

Liliane disse...

A queda foi realmente ESPETACULAR!!! Até agora não sei como não ficamos com vários pedaços de Alemão... ou com um Alemão aos pedaços...

Lucas Di Marco disse...

vocês são rápidos.. achei que só eu lembrasse disso aqui

Lucia disse...

Meu querido! Não queria pagar mico e de repente dar de burra por aqui, mas fiquei com uma dúvida: de onde tiraste a palavra "infrOestrutura"? Como repetiste ela por duas vezes, presumo que não seja erro. Por outro lado, não a encontrei nos meus meios de pesquisa "googlísticos". Então, professor Pasquale?

Lucas Di Marco disse...

Ora, de onde tirei! Tirei de Jesus! Ele é quem me dita a Sagrada Postagem, restando-me cumprir meu papel de servo fiel. Pois, se dizes que errei, acusas o próprio messias, pões o dedo na cara de Deus! Ele sabe o que faz, e se deu à luz tal neologismo, é Dele que tirei. Ademais (não queria entrar nestes termos, porém...) em Hebraico Arcaico (Século V a.C.), Infroestrutura já significava Calvície no Saco, mas exigir isso dos leitores seria demais, reconheço (quanto mais do google).

Mas só para dar cabo à agonia dos leitores que ignoram a língua e a cultura Hebraica Arcaica (algo imperdoável), vou substituir tal palavra pela mais próxima que encontrei na língua... ugh, portuguesa.

PS: Ele não vai esquecer isso.

Lucia disse...

\O/ Glória! HUAHSUHAUSHAUSHUASHUAHS
Que pessoa MALA SEM ALÇA essa que fica questionando as obras do Messias ao invés de simplesmente desfrutar de narrativa tão divertida. Beijão! Bom vestibular. Não te desejo sorte, porque isso só serve para quem não estudou, o que, tenho certeza, não se aplica.

Lucas Di Marco disse...

Querida Lucia, que isso, todos nós temos o direito de ir contra a palavra e os ensinamentos Dele. Só que quem fizer isso vai se ferrar no inferno, como um aborto podre de um verme diarréico. Todo ser humano tem o livre arbítrio para fazer o que bem entender. Mas quem fizer qualquer coisa que não esteja nas escrituras merece ter o pescoço decepado com uma serrinha de cano PVC. Qualquer um pode dar sua opinião. Porém, opiniões contrárias ao que Ele gosta acarretam sofrimento eterno, como a de um feto prematuro de rato, ainda cego, sendo devorado lentamente por uma tarântula esfomeada.

Ou seja, sempre que quiseres contradizer os desejos do Mordomo Iluminado, sinta-se à vontade.

Mas mudando de assunto, muito obrigado pelo desejo, e aceito a boa sorte, afinal, sorte nunca é demais e certamente vou precisar dela mesmo tendo me ralado hahaha

Beijos queridona (tudo palhaçada, obrigado pela correção)

Max disse...

Jonas Brothers, aquele abraço!